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segunda-feira, janeiro 04, 2010

 

Autoramas mantém a pressão roqueira em DVD acústico
Publicada em 04/01/2010

Leonardo Lichote

RIO - Quando começou a circular a informação de que o Autoramas ia gravar um CD/DVD acústico, nasceu entre os fãs um certo temor:
- Eles perguntavam: "Vocês vão tocar sentados? Vão botar violino? Vai ter contrabaixo acústico?" - lembra o baterista Bacalhau, que forma a banda ao lado de Gabriel Thomaz (guitarra e voz) e Flávia Couri (baixo e vocais). - Porque, de tanto ver acústico, as pessoas acharam que tem que ser assim. Mas nós queríamos fazer diferente. Nossa ideia era moldar o formato para ficar com a cara do Autoramas. Sem megalomania, grandiloquência. Por isso a escolha pelo baixolão, mais simples que o contrabaixo acústico. Para a bateria, por exemplo, assisti a muitos DVDs acústicos e vi neles o que eu não queria fazer. Como ter um set grande. Procurei eliminar ao máximo as peças.
Lançado em áudio digitalmente no ano passado e agora disponível em DVD, "MTV Apresenta Autoramas - Desplugado" é bem-sucedido em seu objetivo - apresenta um novo universo sonoro à banda carioca, mas soa fiel ao que o Autoramas tem feito desde seu álbum de estreia, de 2000. Os timbres são outros, mas a pressão - e a mistura bem-humorada de surf music, Jovem Guarda e punk-rock - é a mesma. Até quando visitam o flamenco em "Hotel Cervantes" (com participação do tecladista Humberto Barros e de Jane Deluc, a Mulher Misteriosa, nas castanholas).
- Sempre quisemos fazer esse tipo de coisa que fizemos em "Hotel Cervantes". O formato permitiu isso - conta Thomaz. - Nosso único critério para escolher o repertório foi pegar músicas nossas que privilegiavam letras e melodias. Muitas vezes, nas gravações originais, a barulheira soterrava as maiores qualidades das canções. O DVD tem umas letras mais românticas... Tem gente que nem sabe que temos letras românticas!
O Autoramas se aventura em outros terrenos inexplorados por eles, como o "Samba-rock do Bacalhau" - homenagem ao baterista, com versos gaiatos como "Ele otimiza".
- A música surgiu de brincadeira, num show - conta o baterista. - Em momentos como o "Samba-rock", o "Desplugado", sem perder nada que caracteriza o Autoramas, mostra que não estamos presos.
Antes da gravação, em julho de 2009, a banda testou em shows as canções que melhor se encaixariam no formato.
- Vimos o que funcionava - diz Bacalhau. - Todos os arranjos são novos, não queríamos simplesmente tocar as músicas como já tocávamos.
Nos extras, canções de Erasmo Carlos e New Order
No DVD, a banda também interpreta canções de outros artistas. A lista inclui "Love me", de Elvis Presley, "Eu vou vivendo", dos Walverdes, e "Let me sing, let me sing", de Raul Seixas. A banda puxa para seu domínio também "I saw you saying" (parceria de Thomaz e Rodolfo Abrantes que fez sucesso com Raimundos) e a ultra-adolescente "Galera do fundão" (do Little Quail & The Mad Birds, primeira banda do vocalista). Sem contar os ensaios, registrados nos extras, que trazem releituras para músicas como "Superstar", de Erasmo Carlos, e "Blue Monday", do New Order. O show tem espaço até para um Reginaldo Rossi jovem-guardista:
- O pianista Vitor Araújo uma vez me chamou para participar de um show tocando algo do Chico Buarque. Como não conheço nada de Chico, perguntei: "Não pode ser Reginaldo Rossi, não?" - recorda Thomaz, que emplacou "No claro e no escuro". - Curti muito tocá-la, tanto que a levei para o DVD, desta vez com o piano de Humberto Barros.
Além de Barros e Jane, o DVD tem participações dos guitarristas Frejat ("Sonhador") e Big Gilson ("A 300Km/h") e da cantora Érika Martins ("Música de amor"). Sem pensar nisso, eles convidaram apenas artistas do Rio. Apesar da relação íntima com a cidade onde nasceu, a banda não tem aqui a acolhida que recebe em outros lugares - a agenda de lançamento de "Desplugado" para os próximos três meses inclui shows em lugares que vão de Amazonas à Europa (Alemanha, Inglaterra e França), mas nada por aqui.
- O Rio é uma cidade a se conquistar. Em Montevidéu, já tocamos para quatro mil pessoas. Em São Paulo ou Curitiba, nossos shows são superlotados. Não sei o que acontece aqui.
Bacalhau também não entende, mas arrisca um misto de falta de interesse de público, de casas adequadas e de uma política pública voltada para o rock:
- Sofremos com essa ideia de cidade do carnaval, com o papo de que aqui o negócio é samba e chorinho... Não aguento ouvir que a Lapa é do samba. Lá tem o Circo Voador!

RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRock!!!

posted by Autoramas at 9:51 AM

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