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Autoramas:.
Gabriel
Flavia
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terça-feira, agosto 03, 2004

 

MAIS UM DIÁRIO DE TURNÊ DAQUELES

Dia 16/07 - quinta

Como diz a canção do CPM 22, peguei minhas coisas. Enfiei o microfigurino e as botinas de Motorcycle Mama na frasqueira, selecionei as piores calcinhas que tenho na gaveta, catei os bobes e o Leite de Rosas e, antes de partir rumo a mais onze dias direto na estrada, julguei de bom tom raspar os sovacos.

Os nomes, as datas, os dias da semana... tudo pode haver sido trocado para proteger os inocentes neste diário. Ou simplesmente porque, desde que pintei os cabelos de louro, ando sentindo uma estranha compulsão por vodka barata.

Meus companheiros de trabalho Gabriel e Bacalhau aguardavam por mim, a fim de inicarmos mais uma aprazível turnê por este mundo de meu Deus. Desta vez, iríamos descer de Brasília até o Mercosul, para tocarmos em Montevidéu, Uruguai, e em Buenos Aires, internacionalmente conhecida como a capital do Brasil, e Rosário, na Argentina. Agora é pra valer, do Oiapoque ao Chuí, não tem pra mais ninguém. Te cuida, Latorraca.

Dia 17/07 - sexta - Brasília/ Porão do Rock

Primeiro de uma série de oito sem tirar de dentro, o show no Porão foi sensacional de acordo com testemunhas idôneas, como eu, Gabriel e, claro, Bacalhau, o mais idôneo e insuspeito dos três. Após a apresentação bombástica dos grandes deuses do Korzus, subimos ao palco para cantar e bailar ao ritmo louco da música jovem. Os 70.000 distrito-federalenses presentes estavam bastante animados, um ânimo contagiante que sempre renova o nosso júbilo por tocarmos no planalto central. Uma região onde rock se escreve com rrrrrr maiúsculo.

E só mesmo em Brasília poderíamos encontrar o Peligro, grande baterista dos nossos amados Dead Kennedys, mais conhecido como Pepenha, que nos brindou com seu sorriso maroto, abraços e muitos elogios a nossa performance. O que mais podemos querer das nossas vidas?

Revelação do festival: além de contar com meu ídolo Phu do Macakongs coordenando o palco, o que por si só já valia a viagem, eu e o público fomos presenteados com uma apresentação inesquecível da banda Galinha Preta, liderada por nosso amigo Frango. De longe, o melhor nome de banda de todos os tempos. Principalmente se você conhecer o Frango! Galinha Preta. Você vai ouvir falar deles.

Mais tarde, depois da apresentação sempre enérgica do CPM, voltamos ao hotel. Ah, que maravilha! Nada como uma caminha macia e um banho quentinho para manter você confortavelmente acordada até as quatro e meia da manhã, hora megera em que partia o nosso vôo para Florianópolis.

As quatro da matina, porém, o telefone do meu apartamento tocou. Em inglês, uma voz rouca perguntou se eu ainda estava acordada e disposta a farrear. Era o baixista do Peligro, a nova banda de Pepenha. Em defesa da minha virgindade, retorqui que até tomaria umas cervejas, caso meus colegas de trabalho não estivessem emborcados em suas respectivas caminhas. O sujeito insistiu e, num rasgo de criatividade, me ofereceu uma massagem. Prontamente recusei, alegando uma osteoporose momentânea.

Dia 18/07 - sábado - Blumenau

Às oito da manhã chegamos a Florianópolis, onde fomos recebidos por nossos anfitriões que nos levaram mais duas horas de carro até a pacata Blumenau. Lá nos apresentaríamos no pitoresco Clube de Caça e Tiro, onde esperávamos sinceramente não decepcionar nenhum dos sócios presentes.

Após um breve cochilo de duas horas no avião, passamos a tarde inteira inertes, e só à noite nos dirigimos para o Clube, onde nosso estimado Stuart brindava a platéia com o hit frenético "Dançando em Blumenau", uma versão impagável de "Dancing with myself" do Billy Idol, cantada com uma voz que lembra nosso ídolo Wander Wildner. Cante o refrão final comigo: Dançando em Blumenau/ oh oh/ Dançando em Blumenau/ Levantando as lajotas/ a juventude idiota/ dançando em Blumenau e regiãooooooooooooooooo...

Dia 19/07 - domingo - on the road to Porto Alegre

Mal terminamos o show e partimos, desta vez para o nosso querido Rio Grande do Sul para fazer dois shows, um em Porto Alegre e outro em São Leopoldo, cidade que visitamos ano passado, onde fui brindada pelo vislumbre do serelepe fiofó branco e magro de um transeunte, que dançava sem calças sobre o teto de um carro. Um costume local? Na dúvida, achei de bom tom apontar e rir bem alto.

Dia 20/07 - segunda - Porto Alegre

Poá é o paraíso dos fãs da música rock. De segunda à segunda, o que não falta são concertos e vinhos baratos para a juventude. Nesse dia, o show foi divertidíssimo, o que chega a ser redundante pois não há show em que não nos divirtamos como preás loucas. A galera cantou, dançou, agitou, foi bárbaro. Era apenas o terceiro show e ainda faltava muito chão para completar a turnê, mas encontrar os amigos que fizemos nestes 7 anos de peregrinação pelo mundo e adjacências nos torna muito gratos por não termos prestado para mais nada na vida.

Dia 21 - terça - Porto Alegre

Ah, nada como um dia de folga em Poá! Que beleza, café da manhã às quatro da tarde na Lancheria do Parque, uma rodadinha pelas livrarias e, já que eu não sou de ferro, uma conferida básica nas liquidações de sapato. Merda, nenhuma pechincha. Gabriel e Bacalhau, como de hábito, dirigiram-se imediatamente aos sebos de vinil, onde sempre adquirem novos petardos para suas coleções, e desta vez Baca garimpou uma edição do segundo álbum das Mercenárias, item de primeira necessidade.

Dia 22 - quarta - São Leopoldo

À tarde fomos até a rádio da Unisinos, onde demos mais uma de nossas entrevistinhas bombásticas. Entre as nossas farpas de costume, julguei de bom tom revelar pela primeira vez que fiz anal giratório com Frank Black em Curitiba. Crianças, não tentem isso em casa.

De noite, fomos com nossos anfitriões do Viana Moog para o local do show, onde mais uma vez São Leopoldo nos recebeu de braços abertos. Sem bundas desta vez.

Dia 23 - quinta - Porto Alegre

Nossos traseiros já estavam começando a comichar. Não devido aos oxiúros e outros vermes que habitam nossos intestinos, mas porque mal podíamos esperar para ver o que nos aguardava em Montevidéu. Senti meu cofrinho aflito por quedar-se na poltrona do ônibus que nos levaria através da última fronteira restante do território brasileiro, no nosso tabuleiro de War: o Chuí. Sim, o Chuí. Confesso que dormi e não faço a menor idéia de como é o Chuí, mas de qualquer forma, foi assaz emocionante.

Dia 24 - sexta - Montevidéu

O que se pode esperar de uma cidade onde existem mais livrarias na calçada do que farmácias? Onde se é recebido por dois sujeitos extremamente carismáticos, que aprenderam a falar português lendo a Chiclete com Banana do Angeli? Quase reivindiquei asilo político no ato! Afinal, viver no Rio, sob a tutela megera de Rosinha Capivara, não é por si só argumento o bastante? Fiz beicinho, mas logo engoli a indignação que a comparação suscitou e tomei banho, porque eu estava fedendo como uma macaca molhada.

Na banca de jornais, a edição do maior jornal do Uruguai, o El País, reservou meia página sobre nosotros. Leva a mal não, heim? Como diria o Bacalhau, me desculpe.

Nossos simpáticos anfitriões eram o Leo e o Gabriel, respectivamente guitarrista e baixista dos Supersônicos, uma banda fenomenal que este mês vocês poderão conferir aqui mesmo no Brasil. Não vão perder, heim, ô manés? O show dos caras é completamente louco, alto nível, coisa fina. Rola número de hipnotismo, pirâmide humana de guitarristas e tudo. Sério. Nem vou contar tudo pra não estragar a surpresa. Mal posso esperar pra ver de novo!

Naquela cidade tão linda, nem quisemos saber de descansar os ossos. Fomos com nossos novos irmãos gêmeos separados no nascimento até um quiosque no centro, aproveitando aquele solzinho mortiço que se torna tão aconchegante no inverno. Que diliça! Ao ar livre, degustamos o saboroso bauru local, o chivihitos (fala-se chibitos) com a mostarda fabricada pelo próprio restaurante, sem falar no refrigerante de pomelo, uma variedade de lima.

Café, cigarros... ah que maravilha estar num lugar onde todo mundo fuma porque, afinal, pessoas civilizadas sabem muito bem que o que dá câncer é desodorante. Seguimos para uma maratona de entrevistas nas rádios da cidade. Ei, pera aí, não falamos espanhol. Um mero detalhe, solucionado pela frase mágica "habla despacio", sei lá se é assim mesmo que se escreve. Só sei que funcionou.

Todos os repórteres hablaram despacio, e assim nos foi possível entender e arranhar o melhor portunhol de que fomos capazes. Se na primeira entrevista nossas respostas eram entrecortadas por "hãs" e "és" de hesitação, na última já hablávamos acerca de los malos efectos de la globalización. A frase "una cosa loca", sempre usada magistralmente por Zé Ovo em português, também serviu como saída de emergência para descrever vários aspectos da nossa carreira artística.

Logramos até fazer as pilhérias de sempre no idioma de nossos hermanos. Fomos convidados a comentar trechos de músicas brasileiras no ar, no que o entrevistador definiu como um jogo de cabra-cega. Sempre a postos a me esculhambar, Gabriel respondeu prontamente: Simone no és cega, pero és cabra. Sobrou para o aspirante a Neguinho da Beija-Flor, o faceiro sambista Marcelo D4, sobre quem respondi sem pestanejar: Él és una bestia. Preciso estudar espanhol para insultar melhor as pessoas.

Como da outra vez, preparei um pequeno vocabulário de ofensas peculiares. Grafei como se fala, afinal, não preciso provar mais nada pra ninguém.

Cabrón: corno.
Cotorúda: xereca arrombada.
Cullo roto: olhota regaçada.
Trollazo chupa pijas: Mamatchu.

O local do show era muito parecido com o Circo Voador - que aliás, graças aos deuses do rrrrrrock, reabriu suas portas. Parabéns Juçá!!!! - e ficou abarrotado de gente. Havia mais de quinhentas pessoas espremidas lá dentro, que após a performance incrível dos Supersônicos, divertiram-se a valer no nosso show. Compraram montes de Cds e camisetas, e nos deram muitos abraços. A sensação familiar pela proximidade dos territórios e pela similaridade entre os idiomas é um negócio que sentimos no sangue. Una cosa loca.

Mais uma vez, não dormimos. Partimos com nossos amigos até a rodoviária para mais um capuccino e tomamos o ônibus rumo à Argentina, onde ainda embarcaríamos num ferry até Buenos Aires. No total, foram quatro horas de viagem nas quais eu não vi nada além do lado interno das minhas pálpebras.

Dia 25 - sábado - Buenos Aires

Chegamos quebrados em Buenos Aires, onde fomos recebidos pela nossa querida Sylvie Piccolotto, jornalista brazuca agora radicada na capital portenha. Ela e o marido, Pablo da Scatter Records, nos levaram até a casa de Marcelo, baixista dos sensacionais Tormentos. Nunca fomos tão bem tratados. Além de nos brindar com um paradisíaco desjejum com uma variedade espetacular do nosso prato favorito - pão - o cara fazia o melhor café instantâneo do mundo.

Depois disso, nos levaram para dar uma banda pela cidade, onde, pasmem, o preço do táxi é uma piada. Uma viagem do Leblon até a rodoviária, por exemplo, sai por menos de dez pilas. Os livros custam a metade do preço no Brasil e não há vestibular. Você simplesmente faz a matrícula e pronto. Pagar? Nem pensar. Os caras podem ter muitos problemas parecidos com os nossos, como corrupção, envolvimento maciço de policiais em crimes, etc. Mas que diferença faz quando o povo recebe educação e tem acesso à cultura. Senti o imenso ridículo da manobra política de obrigar os brasileiros a aprenderem inglês desde criança, e não espanhol.

Tava rolando uma exposição do Dalí, e infelizmente não tive tempo para ir conferir um dos meus artistas favoritos. Mas em contrapartida, pudemos visitar o cemitério da cidade, repleto de esculturas belíssimas. Evita e todo o povo importante da história argentina está enterrado lá. Havia até uma tumba imitando a arquitetura egípcia, diante da qual não me furtei de posar à la Muh-Rah.

Seguimos até a Galeria do Rock local, a Bond Street, onde fizemos compras para toda a família. Pena não sobrar tempo para ir ao cabeleireiro. Menina, você não sabe da maior. Nas pelúquerias portenhas, uma balaiage sai por vinte pratas! Corte? Oito pilas! Escova? Nove paus! Que diabos eu estou fazendo aqui? Colega, a balaiage no Brasil está pela hora da morte. Meu reino por balaiages de vinte reais!

E isso sem contar a tortura de ver as liquidações de botas, milhares de botas maravilhosas, passando vertiginosamente pela janela do táxi. Sim, sou uma mulher fútil, frívola e vã. E com um sério complexo de Imelda Marcos.

Devoramos um churrasco sensacional desembolsando apenas módicos onze reais cada um, e agora completamente derrubados, fomos para a casa do Marcelo mimir. Roncamos umas quatro horas e com nossos equipamentos nas costas, rumamos ao local do show, uma versão portenha da Casa da Matriz. Lotada. Outra bola dentro. Só torcíamos para a seleção brasileira mandar todas as bolas pra fora no jogo contra a Argentina no dia seguinte. Só a gente mesmo, pra tocar no Uruguai, um dia depois do Brasil elimina-los da Copa América, e na Argentina, às vésperas da decisão do campeonato.

Gabriel e Bacalhau, muito a contragosto. Já eu detesto o que o esporte bretão representa. Há anos torço por qualquer adversário do Brasil. Adoro gritar Argentina, Argentina, toda vez que os vizinhos silenciam os seus malditos gritos e rojões quando a seleção brasileira perde para o seu maior rival. Arriba, el Maradona.

Dia 26 - domingo - Rosário
Há três horas de viagem de Buenos Aires, Rosário é uma cidade absolutamente encantadora. Sabe a casa Julieta Serpa, na praia do Flamengo? Agora imagine um bairro inteiro só com casas e prédios da mesma estirpe. Eu quero asilo político, a arquitetura brasileira dos anos 70 que acabou com os casarões e que oprime os prédios antigos no Rio tolhe os meus direitos civis.

Marcelo nos levou até lá de carro, e quando chegamos, precisamos fazer um pit stop na casa de um dos integrantes da banda Broken Toys, que tocaria conosco. Ao redor da mesa de jantar, a galera bebia cerveja Schneider - que Gabriel julgou de bom tom apelidar de cerveja Fred Schneider - e comemorava os dois gols da Argentina contra o Brasil. Que beleza, tudo corria como esperávamos. Todo mundo feliz porque a Argentina ganhou do Brasil, uma magavilha. Respiramos aliviados.

Mas eis que, aos quarenta e sete do segundo tempo, bum. Gol do Brasil. Os olhares se voltaram para nosotros. Ao notarmos a expressão faceira de Bacalhau, que não lembrou de disfarçar o sorriso maroto, Gabriel e eu nos esprememos cada vez mais no fundo da cozinha. Ainda tivemos que aturar os pênaltis. A cada gol do Brasil, os argentinos gritavam "concha de tu hermana", "concha de tu madre"... Agradeci por nossos nervos de aço.

Ao fim da deplorável partida, tudo voltou ao normal, só evitávamos sorrir, claro que por motivos distintos. Na hora do show, para evitar um incidente diplomático, seguimos à risca o conselho de Marcelo. Bacalhau nem precisou, mas Gabriel e eu sacamos nossos bigodes falsos do bolso e Gabriel nos apresentou assim: Buenas noches, nosotros somos los Autoramas. Hoy, de Lisboa. Ao que logo se ouviu um coro em uníssono: Portugal, Portugal.

Pronto. Todo mundo se esbaldou.

Com o coração em frangalhos, deixei mí Buenos Aires querido e entramos no ônibus de volta à Porto Alegre. Dormi o tempo todo, só lembro de chegar em Uruguaiana numa parada horrorosa, nada como o nosso estimado posto Graal. Era algo como a antiga parada Tamborindeguy, só que a comida era um pouquinho menos repulsiva. Julguei de bom tom apenas fumar um cigarro. Já tenho uma fauna e tanto na barriga, não preciso de novos espécimes.

Dia 27 - segunda - Porto Alegre

Chegamos em Poá, onde passaríamos o dia até embarcar no vôo de volta para o Rio às seis de la matina. Aproveitamos para bandear de novo pela cidade, e desfrutar da adorável companhia de nossos ídolos Carlinhos, da Bidê, e ele, o inigualável Wander Wildner, na Lancheria do Parque, onde enchi o rabo de prensado de salaminho com queijo, café e cigarros. Tá dilissa, tá gostoso.

Como teríamos show no mesmo dia no Rio, aproveitei para realçar os reflexos louros das minhas madeixas, e Gabriel, sempre pronto a provar ao mundo o quanto sou uma mulher ridícula, flagrou-me com sua máquina digital, cheia de papelotes no cocuruto. Pode haver pior infâmia para uma mulher? Mesmo que essa mulher seja... eu?

Dia 28 - terça - Rio de Janeiro

Uma noite emocionante nos aguardava no Rio. Até porque é sempre bom tocar em casa. A primeira banda a se apresentar no palco do Odisséia era o Dandara, cujo intrépido vocalista e guitarrista é o meu primo Vítor. Sim, foda-se se o meu primo canta e toca guitarra melhor do que o seu. Foi bom já chegar em casa em família e rever o namorado, os amigos, o namorado, a galera, o namorado, o namorado, o namorado. Sim, sou uma mulher apaixonada. Uma mulher sensível e romântica, porra. Vai encarar?

Dia 29 - quarta - Rio de Janeiro

Dormi como uma toupeira.

Dia 30 - quinta - Rio de Janeiro

Dormi como uma marmota.

Dia 31 - sexta - São Paulo

O Centro Cultural São Paulo estava lotado. Eu ficaria muito feliz, caso os ingressos não se esgotassem e muitas pessoas não tivessem que ficar de fora. Nossos queridos colegas de trabalho do Ludov fizeram mais um show magistral, aplaudidíssimo pelo público. É sempre alto astral tocar com eles! É sempre bom tocar com as melhores bandas, que por coincidência, são formadas pelas pessoas mais bacanas.

Foi um dia ótimo, em todos os sentidos. Completávamos mais uma turnê vitoriosa, culminando num espetáculo de magia e sedução com a galera de São Paulo, uma que mora num lugar especial nos nossos corações. Tocamos mais duas músicas no bis e depois de comemorar que, mais uma vez, deu tudo certo, partimos de volta pra casa. Eu já estava sentindo saudades do tanque e do fogão.


posted by Autoramas at 11:22 PM

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